O Dilema no Provador de Roupas

Publicado por Guia Vila Leopoldina em 15/04/2016 às 18h30

Provador para mim sempre foi sinônimo de chicote, de sentimento de culpa e arrependimento. Era nesse momento que eu pensava: “Para de comer!”, “Olha seu tamanho”, “Nada serve”. E, à medida que experimentava as roupas escolhidas e constatava que de fato não serviam, a raiva e a culpa aumentavam ainda mais. Tinha ainda uma parte pior, a vendedora do lado de fora perguntando: “E aí? Ficou bom? Serviu?”. Nossa! Não tinha coisa pior. Respondia bem baixinho “não” e rezava para que quando saísse do provador não houvesse ninguém lá fora. Que vergonha.

Acontece isso com vocês também ou era só comigo a relação constrangedora com os provadores? Acho que todas nós já passamos por isso pelo menos uma vez na vida.

Não sei qual a mágica que acontece nos provadores. Na maioria das vezes, são minúsculos, sem ventilação, você experimenta a roupa transpirando, quando tira a blusa bate o cotovelo na parede de compensado, sem contar a iluminação que é péssima e nos espelhos aparecem todas os nossos defeitos, celulites e gorduras. Tudo aumentado, enfatizado, esfregado na nossa cara. Quando é biquíni então, nem pensar, eu desistia de comprar.

Esse momento sempre foi um tormento. Eu sofria muito quando tinha que entrar no provador. Mas a Consultora de Imagem Adriana Masili diz que esse momento não precisa ser assim, tão sofrido. Ela explica que é no provador que a magia deve acontecer. Onde a roupa deveria nos vestir maravilhosamente bem e apagar as imperfeições, deixando nossa autoestima lá em cima.

Eu nunca havia pensado dessa forma, mas, segundo Adriana, esse momento é assim tão traumático porque temos um senso crítico muito alto e focamos nos defeitos e nas imperfeições. Então, olhamos para isso não vemos nada de bom.

Ela orienta as suas clientes a mudar o foco e fazer as pazes com o provador. Para Adriana você deve prestar atenção às cores e modelos que te emocionem. Olhar o conjunto e perceber que ali tem uma mulher com sonhos, realizações e que é aceita por si mesma. Assim, o reflexo no espelho te mostrará uma imagem que será espetacular.

Durante esses anos de luta com a balança, aprendi que ter a Mente Magra não significava apenas mudar minha relação com a comida, mas também mudar a relação comigo mesma. Olhar no espelho e gostar do que via sempre foi um desafio que enfrentei conforme fui emagrecendo. Não foi fácil. Eu acreditava que a questão da imagem só mudaria quando meu corpo estivesse perfeito, mas isso não é verdade. Meu corpo ainda não está perfeito e hoje consigo entrar em um provador sem sofrer. Eu mudei a forma de me olhar. Mudar a forma como se você vê também é ter uma Mente Magra.
Fica a dica desta semana.

Abraço

Andrea Romão

Coach e Emagrecimento

Fonte: estadao

 

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